As ruínas da Glória (Fagundes Varela)

“(…) – Naquela noite em que fomos às ruínas afastei-me de ti e de José, bem te lembras: enfiei-me pelos corredores e aposentos e depois de errar alguns momentos, senti uma curiosidade irresistível, uma atração pa278insuperável chamar-me para um ponto das ruínas, caminhei; de repente uma espécie de harmonia misteriosa, doce, baixinha, chegou-me ao ouvido e um clarão tépido e brando veio de longe ferir-me os olhos, adiantei-me mais, então divisei um vulto de mulher que me estendia os braços. Oh! ela era bela como um anjo de Deus; seus longos cabelos de reflexos dourados escapavam em ondas de uma grinalda de ciprestes que tinha na cabeça, seus olhos eram puros e meigos, sua tez branca como a neve, de um lado do seio suas alvas roupagens estavam caídas, e uma onda negra de espumoso sangue corria em borbotões de uma larga ferida, e ensopava-lhe a vestimenta. (…)”

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Sobre William Wilson

"Eu descendo de uma raça que se distinguiu, em todos os tempos, por um temperamento criativo e facilmente irritável; e que, desde a minha infância, provou que eu herdara por completo o caráter de minha família." Ver todos os artigos de William Wilson

3 respostas para “As ruínas da Glória (Fagundes Varela)

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