Por uma semiótica do mal: “The imp of the perverse”, de Edgar Allan Poe (Leonardo Almeida)

“Publicado pela primeira vez no Graham’s Lady’s and Gentleman’s Magazine, em julho de 1845, o conto The imp of the perverse, de Edgar Allan Poe, trata de um insólito acontecimento: o assassinato premeditado por intermédio de um ato de leitura. Procurando desvendar a causa secreta da impulsividade humana, Poe questiona a acepção da liberdade, já que o homem é livre na medida em que o gesto do pensamento pode ser sua perdição. Ou seja, se o narrador em primeira pessoa infringe a lei, buscando a liberdade, consegue esta na sua própria impossibilidade: é livre para perder o direito de sê-lo. Desse modo, o paradoxo do autor de O corvo se constrói mediante a proliferação do ‘gênio maligno’ de René Descartes, descrito em suas Meditações, a qual se afirma por uma semiótica do mal, procedimento que tem na anatomia do impulso seu móbil particular.”

Leia o ensaio completo

*Este texto foi publicado originariamente no no. 24 da Revista Soletras, da UERJ-FFP.

Anúncios

Sobre William Wilson

"Eu descendo de uma raça que se distinguiu, em todos os tempos, por um temperamento criativo e facilmente irritável; e que, desde a minha infância, provou que eu herdara por completo o caráter de minha família." Ver todos os artigos de William Wilson

Uma resposta para “Por uma semiótica do mal: “The imp of the perverse”, de Edgar Allan Poe (Leonardo Almeida)

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: