Humano consumindo humanos: Patrick Bateman e suas vítimas como mercadoria em “O Psicopata Americano”, de Bret Easton Ellis (Luciano Cabral)

“Apesar da presença de um assassino em série e de um detetive no romance do escritor americano Bret Easton Ellis, ‘O Psicopata Americano’images não é um arquétipo de histórias detetivescas (se visto como gênero policial, ele frustrará seus leitores profundamente). Patrick Bateman, o protagonista narrador, não está sendo procurado, não se esconde ou sequer esconde os crimes que pratica. Ele é, a um só tempo, jovem, bonito, rico, educado, racista, misógino, violento e canibal. Suas vítimas são, em sua maioria, negros, imigrantes, mulheres e prostitutas. Seus assassinatos são descritos detalhadamente, assim como são descritos, em longas e quase intermináveis listas, todos os produtos que possui. Em meio a restaurantes e festas, torturas surpreendentes e listas enfadonhas, Patrick Bateman torna-se a metáfora brutal do ethos consumista. Vendo-o menos como um assassino imoral e mais como o resultado de uma sociedade largamente baseada no consumo, este artigo pretende analisar o personagem autodiegético de ‘O Psicopata Americano’ em sua busca desesperada por consumir mercadorias. (…)”

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Sobre William Wilson

"Eu descendo de uma raça que se distinguiu, em todos os tempos, por um temperamento criativo e facilmente irritável; e que, desde a minha infância, provou que eu herdara por completo o caráter de minha família." Ver todos os artigos de William Wilson

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