Horror e Paideia (João Gabriel Lima)

“(…) Se o horror já foi, no passado, um instrumento para a formação moral do homem, tendemos agora a afirmar que ele só raramente exerce essa função. Antes tudo, isto se deve ao fato de que a sociedade contemporânea é avessa a tudo o que persiste no espírito – e não é outro o mogreek-tragedy-masktivo de nossos esforços em minimizar os efeitos traumáticos. Tentamos, de todas as formas, evitar os traumas na formação das crianças e na vida dos adultos, sem parar e refletir sobre o que eles despertam mais além da ansiedade momentânea. Não se quer com isso dizer, é claro, que se deve traumatizar deliberadamente sempre que desejarmos ensinar algo a alguém. Isso seria ridículo e perverso. Mas o horror paideico, sendo um ‘trauma’ no âmbito narrativo, teve sempre a exigência de transmitir a ética comunitária. O horror artístico, seu sucessor, embora tenha gestado, em sua história, obras de alta complexidade e questionamento moral, parece estar cada vez mais indiferente a essa exigência. Hoje, raras são as vezes em que constatamos uma alteração ética profunda produzida por uma obra de horror. (…)”

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Sobre William Wilson

"Eu descendo de uma raça que se distinguiu, em todos os tempos, por um temperamento criativo e facilmente irritável; e que, desde a minha infância, provou que eu herdara por completo o caráter de minha família." Ver todos os artigos de William Wilson

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