A morte do palhaço e o mistério da árvore (Raul Brandão)

“Sob a claridade vaga, a paisagem parecia criá-la a música, outra paisagem estranha, escalvado e soturno lugar de sabat: oliveiras torcidas e cinzentas, convulsos no ar os braços (…) Era um mundo de fantasmas o que enchia a noite… Os sons entranhavam-se na multidão e faziam estremecer as sombras até que ele parava de tocar e o silêncio caía como a tampa de uma cova… Outra vez a música começava num gorgolejo, arrepiada de dor, vaga, dúbia claridade misturando-se ao luar entre nuvens, e perturbava-nos como um crepúsculo sobre águas mortas: pouco a pouco alastrava-se pela paisagem, sinfonia de almas a errar numa névoa lilás.” (trecho de “A morte do palhaço”)

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Sobre William Wilson

"Eu descendo de uma raça que se distinguiu, em todos os tempos, por um temperamento criativo e facilmente irritável; e que, desde a minha infância, provou que eu herdara por completo o caráter de minha família." Ver todos os artigos de William Wilson

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