A garupa (Afonso Arinos)

“(…) Toquei para diante. Ah! patrão! não gosto de falar no que foi a passagem do ribeirão aquela noite! Não gosto de lembrar a descida do barranco, a correnteza, as pedras roliças do fundo d’água, aq1920x1080_android-jones-fan-horse-men-fantasy-horror-death-wings-HD-Wallpaperuele vau que a gente só passa de dia e com muito jeito, sabendo muito bem os lugares. Basta dizer que a água me chegou quase às borrainas da sela, e do outro lado, cavalo, cavaleiro e defunto – tudo pingava!

Eu já não sentia mais o meu corpo: o meu, o do defunto e o do cavalo misturaram-­se num mesmo frio bem frio; eu não sabia mais qual era a minha perna, qual a dele… Eram três corpos num só corpo, três cabeças numa cabeça, porque só a minha pensava… Mas quem sabe também se o defunto não estava pensando? Quem sabe se não era eu o defunto e se não era ele que me vinha carregando na frente dos arreios? (…)”

Leia aqui o conto completo

Sobre William Wilson

"Eu descendo de uma raça que se distinguiu, em todos os tempos, por um temperamento criativo e facilmente irritável; e que, desde a minha infância, provou que eu herdara por completo o caráter de minha família." Ver todos os artigos de William Wilson

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