A feiticeira (Afonso Arinos)

“(…) – Menino! menino! o bracinho tirado do corpo ainda quente, há de mexer tachada de cale ao logo. Quem o beber, mexido assim, na hora de torrar, perde logo o pouco-­caso e apanha rabicho. E eu tenho encomenda… Deixe ver: uma, duas, três pessoas que querem remédio para desprezo… A Rosa ainda ontem me falou nisso. Ora! num instante o Quim larga da outra: é só o tempo de beber o café, das mãos da Rosa. Eu apronto a coisa: tiro o bracinho do menino… Hei de afogá‐lo primeiro: não custa muito. Quando pego algum nhambu na urupuca, ele nem chega a sofrer: sei dum lugar no pescoço que é só apertar um pedacinho de tempo – o bichinho morre logo. Assim o menino: é mesmo que passarinho… (…)”

Leia aqui o conto completo

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Sobre William Wilson

"Eu descendo de uma raça que se distinguiu, em todos os tempos, por um temperamento criativo e facilmente irritável; e que, desde a minha infância, provou que eu herdara por completo o caráter de minha família." Ver todos os artigos de William Wilson

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