Octavio e Branca ou A Maldição Materna (João Cardoso de Menezes e Souza)

Meia noite soou! – Nos ares trêmulos

Fúnebre ecoa o som do campanário

De horror gelando o coração dos vivos!

Meia noite soou! – Por toda a parte

Silêncio sepulcral desdobra as asas!

Nem estrondo de andar, que trilhe as ruas

Nem brisa, que murmure brandamente!

Diríeis desmaiada a natureza

Ao pavoroso badalar do bronze.

Só ousa violar mudez tão erma

Do pássaro da noite o guincho agudo,

E uivos de cães, quiçá correndo em cata

De maligno Vampiro redivivo.

Qual lâmpada em dossel de azul safira,

Muda e serena a lua o céu perlustra,

E as nuvens, como bandos d’alvas garças,

De quando em quando a face lhe sombreiam.

Paleja ao longe a torre esbranquiçada,

Como enorme fantasma erguendo a lousa

Envolto no sudário do sepulcro.

Era a hora em que o negro anjo da morte,

Seguido d’um cortejo de finados,

Ergue co’a espada as lápides dos mortos,

E, sobre um solo de escamados ossos,

Planta o seu estandarte funerário.

(…)

Leia aqui o poema completo

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Sobre William Wilson

"Eu descendo de uma raça que se distinguiu, em todos os tempos, por um temperamento criativo e facilmente irritável; e que, desde a minha infância, provou que eu herdara por completo o caráter de minha família." Ver todos os artigos de William Wilson

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