A mortalha de Alzira (Aluísio Azevedo)

“(…) – Fujamos! Segredou Alzira, puxando pelo braço o companheiro.

 – Não! Hei de beber-lhe primeiro o sangue! Hei de beber o sangue de todo aquele que pretende68305169r arrancar-te dos meus braços!

 E vergou-se sobre o cadáver, colando-lhe os lábios a uma ferida do peito que sangrava

 – Ângelo! Ângelo! partamos! Olha que aí vem o dia! exclamou a cortesã.

 Ângelo ergueu então a cabeça e notou que, com efeito, em volta dele tudo começava a esbater-se à luz da aurora. O próprio cadáver de cuja ferida acabava ele de despregar a boca cheia de sangue, nada mais era do que uma transparente sombra, estendida a seus pés. (…)”

Leia A mortalha de Alzira, de Aluísio Azevedo

Anúncios

Sobre William Wilson

"Eu descendo de uma raça que se distinguiu, em todos os tempos, por um temperamento criativo e facilmente irritável; e que, desde a minha infância, provou que eu herdara por completo o caráter de minha família." Ver todos os artigos de William Wilson

3 respostas para “A mortalha de Alzira (Aluísio Azevedo)

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: