Decadentismo e Vampirismo: o Conde Eric Stenbock (Fernando Monteiro de Barros)

“Em 1816, Lord Byron dava início a uma profícua linhagem de vampiros na literatura, ‘homens fatais’ que traziam a marca do dandismo e pareciam, várias décadas antes, prenunciar a flânerie de Charles Baudelaire. A partir de tais precursores, a década finissecular de 1890 vê surgir, na Inglaterra, o conto vampiresco “The true story of a vampire”, do conde Eric Stenbock, publicado três anos antes do célebre “Dracula”, de Bram Stoker (1897).

Contemporâneo de Oscar Wilde, Stenbock era um dos mais controvertidos e comentados dândis da Londres vitoriana, cultivando um gosto não apenas por jovens rapazes mas também por longas capas, caixões, entorpecentes, morte e decadência, fiel, pois, ao ‘código de Charlus’. No conto em questão, o autor, ao escrever sobre o vampiro, escreve sobre si próprio, rasurando assim os limites entre textualidade e sexualidade, em consonância, pois, com os pressupostos decadentistas de sobreposição entre vida e arte.”

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Sobre William Wilson

"Eu descendo de uma raça que se distinguiu, em todos os tempos, por um temperamento criativo e facilmente irritável; e que, desde a minha infância, provou que eu herdara por completo o caráter de minha família." Ver todos os artigos de William Wilson

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