As estéticas finisseculares e os vampiros (Fernando Monteiro de Barros)

“A palavra ‘vampiro’ vem do húngaro ‘vampir’ e entrou na língua portuguesa através do francês ‘vampire’. A crença em vampiros é documentada na antiga Babilônia, no Egito, na Grécia, na China, entre os astechistory-of-vampires-01as e os incas. No entanto, embora tenham raízes antigas, os vampiros adquirem proeminência na cultura ocidental na virada do século XVII para o XVIII, no momento em que o Iluminismo está prestes a proclamar a supremacia do COGITO e a objetividade da verdade. Nos decênios de 1720 e 1730 surgem relatos sobre vampirismo no leste europeu na imprensa ocidental: essas criaturas misteriosas assombram uma cultura ocupada naquele momento em se livrar da superstição e do irracionalismo. Borrando as oposições binárias nas quais o pensamento racionalista e a observação empírica dependem, o vampiro oportunamente passa a representar tudo o que o Iluminismo não pode reconhecer cientificamente. Encarnando o paradoxo, ele é um morto-vivo (undead, em inglês), transtornando a oposição entre vida e morte (…).”

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Sobre William Wilson

"Eu descendo de uma raça que se distinguiu, em todos os tempos, por um temperamento criativo e facilmente irritável; e que, desde a minha infância, provou que eu herdara por completo o caráter de minha família." Ver todos os artigos de William Wilson

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