Prefácio a uma teoria do “medo artístico” na literatura brasileira (Julio França)

“[…] A que conjecturas nos levaram essas supostas observações empíricas? A primeira hipótese foi a de que, de fato, a julgar por nossa historiografia literária, não haveria, na literatura brasileira, nada que pudesse ser chamado de narrativa de horror após Noite na Taverna. Para contestar tal hipótese, adotamos um procedimento metodológico simples. Buscamos antologias nacionais de obras que mencionassem em seus títulos termos como narrativas ‘de horror’, ‘de terror’, ‘macabras’, ‘crueis’, ‘violentas’ e, o que se revelou um acerto metofear_of_the_darkdodógico fundamental, ‘fantásticas’, pois, na tradição crítica brasileira, o que chamamos de literatura do medo sempre foi pensada intimamente relacionada ao gênero fantástico. […] Tal conclusão nos levava a uma segunda hipótese: a de que haveria sim, no âmbito da literatura brasileira, uma produção que poderia ser chamada de literatura do medo, à margem da crítica e da historiografia acadêmica, ‘neutralizada’ pela ausência de uma recepção formal que houvesse se preocupado em torná-la observável. Como se explicaria a razão desse ‘sequestro’ da literatura do medo no Brasil? Creio não haver uma resposta simples a essa questão, mas um complexo de causas e fatores a serem considerados. […]”

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Sobre William Wilson

"Eu descendo de uma raça que se distinguiu, em todos os tempos, por um temperamento criativo e facilmente irritável; e que, desde a minha infância, provou que eu herdara por completo o caráter de minha família." Ver todos os artigos de William Wilson

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