Prefácio de “Maravilhas do conto fantástico” (José Paulo Paes)

“No ano da graça de 1764, Sir Horace Walpole, quarto Conde de Oxford e filho mais jovem de um célebre primeiro-maravilhasdocontofantasticovariossaopaulospbrasil__2ecd0a_1ministro, dava à estampa um romance terrorífico que haveria de fazer longa carreira nas letras inglesas, projetando sua sombra sobre meio século de ficção. Surgido a um tempo em que Richardson e Fielding já haviam lançado os fundamentos do Realismo britânico, O Castelo de Otranto discordava radicalmente dos padrões literários então vigentes. Sua ação decorria na Itália medieval e estava repleta de lances, artifícios e personagens inverossímeis − fantasmas e usurpadores, passagens secretas e terrores sobrenaturais, elmos mágicos e castelos arruinados.

[…]

Não faltaram imitadores ao exemplo de Walpole. William Beckford, outro aristocrata, ergueu também sua abadia medieval e escreveu, outrossim, sua novela terrorífica, Vathek, publicada em 1782 em francês e traduzida quatro anos depois para o inglês. Vathek era ainda mais fantástico e descabelado que O Castelo de Otranto; combinava, numa complicada receita, os ingredientes do horror gótico, do exotismo oriental e da ironia voltaireana.”

Leia o prefácio completo

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Sobre William Wilson

"Eu descendo de uma raça que se distinguiu, em todos os tempos, por um temperamento criativo e facilmente irritável; e que, desde a minha infância, provou que eu herdara por completo o caráter de minha família." Ver todos os artigos de William Wilson

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