Horror e empatia: a figura do cientista em “Do Além” (1934), de H.P. Lovecraft (Marina Sena)

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“O presente trabalho busca analisar, a partir do estudos sobre empatia de Simon Baron-Cohen, como se dão vínculos emocionais estabelecidos entre leitor e personagem monstruosa. Procurarei demonstrar que a descrição que Baron-Cohen faz de constructos empáticos, e do indivíduo localizado no grau zero de empatia, é uma chave para se compreender melhor o arquétipo do cientista na literatura de horror. Como estudo de caso será analisado o cientista do conto “Do além” (1934), de H. P. Lovecraft, que ultrapassa o limite do que deve e pode ser conhecido.”

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Nos subsolos da ópera: uma reflexão teórica acerca do fantástico na narrativa “O Fantasma da Ópera”, de Gaston Leroux (Ana Cristina dos Santos e Jhonatan Rodrigues)

Resultado de imagem para o fantasma da ópera ilustração“O presente artigo possui o escopo de realizar algumas ponderações acerca da narrativa O fantasma da ópera (1911), de Gaston Leroux. Compenetra-se em discussões estritamente teóricas ao apresentar-se a teoria do Fantástico, concernente à literatura, sob as perspectivas teóricas de dois dos mais insignes estudiosos deste eixo temático: David Roas (2014) e Tzvetan Todorov (1980), com o intuito de demonstrar as confluências e discrepâncias entre um e outro autor. Também há uma exposição sumária da obra literária O fantasma da ópera a fim de contextualizar o leitor que não tenha lido o romance. Encerra-se o ensaio em uma reflexão minuciosa sobre o estatuto fantástico/maravilhoso na obra supracitada, partindo da premissa, respaldada pelos argumentos de Roas e Todorov, de que, para ser literatura fantástica, é necessário que haja a presença de um elemento sobrenatural que porá em dúvida a percepção da realidade do leitor.”

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(*)Esse ensaio foi publicado originalmente na Revista Abusões, nº 05. Republicamos aqui, com autorização dos próprios autores, com fins puramente acadêmicos.


O páter-famílias como vilão gótico em Úrsula, de Maria Firmina dos Reis (Ana Paula Santos e Júlio França)

Resultado de imagem para úrsula maria firmina dos reis“Publicado em 1859 pela escritora maranhense Maria Firmina dos Reis, Úrsula pode ser considerado um dos primeiros romances escritos por uma mulher em nossa Literatura Brasileira. A obra, contudo, permaneceu por longo tempo longe de qualquer apreciação ou análise, e sua autora desapareceu dos nossos registros literários. O presente artigo propõe uma leitura desse romance que só recentemente têm despertado o interesse dos estudos literários brasileiros. Nele, são observáveis várias convenções narrativas góticas, principalmente no que se refere aos procedimentos de caracterização dos vilões, cujas ações transgressoras constituem-se como fonte de horror tanto para as demais personagens quanto para os próprios leitores. Pretendemos levar em conta a tradição a qual Úrsula está filiada: o Gótico, ou, mais especificamente, a vertente feminina do Gótico. Para tal feito, contamos com as proposições de David Punter (1996) e de Fred Botting (1996), e com as teorias a respeito do Gótico feminino de Gilbert & Gubar (1979), Diane Hoeveler (1998) e Anne Williams (1995). Nossa hipótese central é a de que Reis, tal como a de outras escritoras oitocentistas, tenha sido vítima do desprezo com que a historiografia brasileira tratou a poética gótica.”

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(*) Esse ensaio foi publicado originalmente na Revista Soletras, nº 34. Republicamos aqui, com autorização dos próprios autores, com fins puramente acadêmicos. 


A construção da tragédia gótica em Drácula, de Bram Stoker (Cristiane Perpétuo e Alexandre Martins)

Resultado de imagem para dracula de bram stoker coppola“Este artigo apresenta os elementos que fazem referência ao gênero literário do terror gótico no filme Drácula de Bram Stoker (1992), de Francis Ford Coppola. Apresenta levantamento bibliográfico a respeito do nascimento do gótico na cultura européia e o desenvolvimento da literatura gótica. A partir da análise de conteúdo do filme, considerando cenário, recorte temporal, narrativa e personagens, o artigo aponta como as características da tragédia gótica foram reproduzidas pelo cineasta, considerando recorte temporal, cenário, personagens e narrativa cinematográfica.”

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(*)Esse ensaio foi publicado originalmente na Revista Visualidades. Republicamos aqui, com autorização dos próprios autores, com fins puramente acadêmicos.

 


Camilo Castelo Branco e a atração do horrível (Maria de Fátima Marinho)

Resultado de imagem para camilo castelo branco“Não parece difícil perceber a tradição do romance gótico que se, rigorosamente, corresponde a um determinado tempo e lugar, a verdade é que no Romantismo português, em Alexandre Herculano, Almeida Garrett ou Camilo Castelo Branco, há vários lances que nada ficam a dever aos pertencentes a romances que facilmente se colocam sob a designação citada. (…) Nesta pequena comunicação limitar-me-ei a abordar cinco romances de Camilo Castelo Branco (…) e duas pequenas narrativas (…). Nas obras de Camilo, que escolhemos analisar, o sentimento do terror revela-se fundamental e é quase uma obsessão do discurso que está constantemente a qualificar a atuação das personagens com base nessa circunstância.”

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Esteticismo fin-de-siècle: o grotesco decadente (Daniel Augusto P. Silva)

fotoblog“Desenvolvida na Europa e no Brasil a partir do final do século XIX até meados do século XX, a ficção decadente se notabilizou por sua atração pelo artificial e por aquilo que contraria as leis da natureza. Nessa ficção, a descrição de objetos grotescos, antinaturais, foi realizada a partir de uma linguagem bastante trabalhada e estetizada. Paradoxalmente, em diversas narrativas, tal esteticismo promoveu a percepção do grotesco como algo belo e refinado. Para demonstrar exemplos do grotesco decadente, esse artigo propõe a análise de Monsieur de Phocas (1901), de Jean Lorrain, de Dança do Fogo: o Homem que não queria ser Deus (1922) e de Kyrmah: Sereia do vício moderno (1924), dois romances de Raul de Polillo.”

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(*) Esse ensaio foi publicado originalmente nos Anais do XV Congresso Internacional da ABRALIC. Republicamos aqui, com autorização do próprio autor, com fins puramente acadêmicos.


A insólita presença da personagem sem voz em “O Grande Deus Pã”, de Arthur Machen (Shirley de Souza Gomes Carreira)

Resultado de imagem para the great god pan“Na obra do escritor galês Arthur Machen, essa dualidade assume características próprias, uma vez que mistura as vertentes da literatura de horror a descobertas científicas e à consequente inquietação que produziram na sociedade vitoriana. Seu envolvimento com o ocultismo levou-o a distanciar-se do modelo gótico e a incorporar em seus textos a crença mística de que o mundo ordinário oculta outro mundo, cujo desvelamento pode levar à loucura e à morte. Em O grande deus Pã, cuja primeira versão foi publicada no periódico The Whirlwind, em 1890, Raymond, um cientista especialista em fisiologia cerebral e praticante de medicina transcendental, opera o cérebro de uma jovem, Mary, reorganizando partes do mesmo, de modo que ela possa encontrar “O grande deus Pã”, metáfora do conhecimento absoluto.”

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(*) Esse ensaio foi publicado originalmente nos anais do III Congresso Internacional Vertentes do Insólito Ficcional (SEPEL 2016). Republicamos aqui, com autorização do próprio autor, com fins puramente acadêmicos.