Aspectos inovadores na escrita gótica: “O morro dos ventos uivantes” (Alessandro Yuri Alegrette)

Resultado de imagem para wuthering heights illustrationsO morro dos ventos uivantes, único romance da autora inglesa Emily Brontë tem gerado reações contraditórias que oscilam entre o fascínio e a repulsa entre os leitores, desde sua primeira publicação em 1847. Neste artigo, dois elementos peculiares em sua estrutura narrativa são analisados: o que chamamos de “espacialidade gótica”, que se evidencia nas descrições do cenário principal – Wuthering Heights, a antiga e sinistra casa que dá título ao romance –, e a composição de seu protagonista, Heathcliff, que reúne todas as características do vilão, cujas origens remetem ao contexto histórico da Inglaterra e criaturas monstruosas, destacando-se, dentre elas, o vampiro que aparece de forma recorrente em textos góticos publicados no século XIX”

Leia o ensaio completo aqui.

(*)Esse ensaio foi publicado originalmente na revista Scripta Uniandrade, v. 15, n. 2Republicamos aqui, com autorização do próprio autor, com fins puramente acadêmicos.

Anúncios

Às margens da cristandade: o imaginário macabro medieval (Juliana Schmitt)

Resultado de imagem para ilustrações macabras medievais“Fruto das intensas transformações sociais ocorridas ao fim da Idade Média, o imaginário macabro se desenvolveu como consequência das novas maneiras de se perceber a morte e o cadáver. Suas manifestações literárias e imagéticas, tais como “O encontro dos três mortos com os três vivos”, as “Danças Macabras”, os “Ars Moriendi”, os “Triunfos da Morte”, entre outras, concebidas como produções populares e anônimas, surgiram fora do discurso oficial da Igreja, ainda que tenham sido adotadas por ela como exempla. Nesse artigo, analisamos suas características e contribuições ao estudo acerca do entendimento da morte pelo homem medieval.”

Leia o ensaio completo aqui.

(*)Esse ensaio foi publicado originalmente no Caderno de Estudos Culturais da UFMS, v. 8, n. 16. Republicamos aqui, com autorização da própria autora, com fins puramente acadêmicos.


Múltiplo e maldito: o marquês de Sade (Eliane Robert Moraes)

     Resultado de imagem para marques de sade  “Foi (…) na prisão, que Sade escreveu o primeiro grande romance, Os 120 dias de Sodoma, onde explicitou as bases de seu sistema filosófico por meio da progressão de seiscentas paixões sexuais classificadas em quatro classes – simples, complexas, criminosas e assassinas. Estava dado o primeiro e definitivo passo da trajetória de um escritor que, até o final da vida, se dedicou com rigor e paixão a provar que a liberdade humana só se realiza plenamente no mal.
Para tanto, ele elegeu como personagem central de sua ficção a figura do libertino. Por certo, entre seus contemporâneos não havia quem melhor expressasse o egoísmo aliado ao prazer na crueldade. Mas o marquês não se contentava em ser apenas um historiador da libertinagem: sua literatura filosófica, a exemplo de outras obras do Século das Luzes, pretendia examinar o homem em profundidade, conhecê-lo nas singularidades mais obscuras, dissecá-lo se necessário. Sade levou a extremos os ideais da razão iluminista, dotando seus devassos de uma liberdade absoluta para realizar a mais acabada fantasia sobre os limites da condição humana.”

Leia o ensaio completo aqui.

(*)Esse ensaio foi publicado originalmente em A Ideia – Revista de cultura libertária (Portugal), v.19, p. 201-205, 2016. Republicamos aqui, com autorização da própria autora, com fins puramente acadêmicos. 


William Blake e a questão do mal na literatura contemporânea (Andrio J. R. dos Santos)

william-blake-the-marriage-of-heaven-and-hell“O ímpeto subversivo, assomado ao discurso “infernal” de seus livros proféticos, contribuiu para que William Blake fosse compreendido como um artista pertencente ao “Partido do Diabo”. Por outro lado, alguns escritores intentaram recuperar as ideias de Blake e empregá-las em suas obras, para discutir o problema do mal na contemporaneidade. Desse modo, intento discutir obras influenciadas pela crítica blakeana a “Lei Moral”, por sua concepção de mal, assim como por suas noções demoníacas e satânicas”

Leia o ensaio completo aqui.

(*)Esse ensaio foi publicado originalmente na Revista Acadêmica Todas as Musas, n.2 (2018). Republicamos aqui, com autorização do próprio autor, com fins puramente acadêmicos.


Horrores góticos sob a perspectiva feminina de Júlia Lopes de Almeida (Ana Paula Santos)

Resultado de imagem para julia lopes de almeida“O termo de Gótico feminino foi cunhado por Ellen Moers (1976) para designar a ficção produzida por escritoras que, no cenário literário do século XVIII, se utilizavam da estética gótica para caracterizar suas obras. O conceito impulsionou uma vertente de estudos voltados para a relação entre a escrita feminina e o Gótico literário, cujo objetivo era formular uma ideia mais complexa do que seria o Gótico feminino e estabelecer os parâmetros que diferenciavam a literatura gótica escrita por mulheres daquela escrita por homens.”

Leia o ensaio completo aqui.

(*)Esse ensaio foi publicado originalmente no livro de ensaios das Jornadas FantásticasRepublicamos aqui, com autorização da própria autora, com fins puramente acadêmicos.


O médico, o monstro e os outros (Vinicius Lucas de Souza e Aparecido Donizete Rossi)

Imagem relacionada“Visualizando-se o conto “William Wilson” (1839), de Edgar Allan Poe, o tema do duplo (Doppelgänger) conduz toda a narrativa. Com a premissa de que esse conto é um marco nessa temática, como afirma Otto Rank, estudioso de tal motivo, pode-se dizer que a denominação “Complexo de William Wilson” seja adequada para representar três elementos que emergem da narrativa mencionada de Poe: a existência de uma segunda personagem que compartilha traços físicos e psíquicos da personalidade “original”; a existência do Unheimliche (tal como definido por Sigmund Freud em seu ensaio “O ‘estranho'” (“Das Unheimliche“, 1919)), o familiar e o estranho convergindo para uma mesma personagem (o outro; o duplo); e o espelho, auxiliador da manifestação do Dopplegänger. Tendo em mente o referido Complexo (que é identificado pelo conto citado de Poe), o que se almeja demonstrar neste artigo é como o Complexo de William Wilson é revisto no romance O médico e o monstro (Strange Case of Dr. Jekyll and Mr. Hyde, 1886), de Robert Louis Stevenson. Com uma ampliação da abordagem da segunda entidade, uma inovação no elemento unheimlich e modificado o espectro de atuação e significação do espelho, o romance em questão ressignifica o tratamento do Complexo de William Wilson. Com a revisão dsses três fatores, Henry Jekyll, Edward Hyde e o “hóspede” dessas duas personalidades, bem como os jogos fractários, metaficcionais e catóptricos, promovem a insurgência do que aqui se denominou Paradoxo Jekyll-Hyde.”

Leia o ensaio completo aqui.

(*)Esse ensaio foi publicado originalmente na Revista Abusões, nº 03. Republicamos aqui, com autorização dos próprios autores, com fins puramente acadêmicos.


Violência, erotismo e transgressão: A Grande Arte, um romance “policial” de Rubem Fonseca (Clelia Simeão Pires)

Resultado de imagem para a grande arte rubem fonseca“A dissertação teve como objetivo a análise do romance A grande arte, de Rubem Fonseca, que, em sua composição, apresenta características de uma narrativa policial. Para dar início ao estudo, buscamos sistematizar algumas questões relativas à história do romance policial clássico tomando por base obras que trataram da tipologia do gênero, bem como sua evolução. Em seguida, traçamos um breve panorama da literatura policial produzida no Brasil com algumas de suas principais obras e autores. A partir daí, percebemos que a narrativa de A grande arte pode ser vista como uma paródia do gênero policial, pois resgata algumas das regras peculiares ao estilo ao mesmo tempo em que apresenta elementos discursivos que transgridem as leis que classificam um romance como tal. Aprofundamos nossa investigação na referência a textos de estudiosos que analisaram a obra de Rubem Fonseca com enfoque especial aos temas recorrentes na ficção do escritor por julgarmos tais estudos fundamentais para a compreensão do romance em questão. Com as conclusões chegadas nesse estágio do trabalho, observamos que A grande arte frustra as expectativas dos leitores habituados aos clichês encontrados em narrativas policiais por trazer uma narrativa bem elaborada na qual a descoberta da verdade é dispensável. Tentamos, ainda, relacionar a exploração da violência à atmosfera erótica que envolve alguns momentos da narração. Em conseqüência disso, comparamos a figura do protagonista do romance à do personagem mítico Don Juan, para, finalmente, tratarmos dos aspectos de sua personalidade e de suas relações afetivas.”

Leia a dissertação completa aqui.