“O Diabo como manifestação do fantástico no conto ‘O jovem Goodman Brown’” (Fabianna S. B. Carneiro)
maio 26th, 2012 § Deixe um comentário
“Através deste trabalho faremos um recorte no conto “O jovem Goodman Brown”(1835), do autor Nathaniel Hawthorne, que nos possibilita uma leitura não só do medo em relação à figura demoníaca, bem como outras leituras envolvendo a presença do fantástico, além de questões sociais e emocionais que abarcam o homem puritano norte-americano temente à sua religião. Não se trata de um trabalho conclusivo, mas sim analítico, portanto a metodologia se sustenta em pesquisa bibliográfica e tem como suporte teórico textos de autores como Robert Muchembled, Remo Ceserani, Edmund Leites, Jean Delumeau, Alberto Cousté, além de outros que serão devidamente citados ao longo do artigo.”
“O Jovem Goodman Brown” (Nathaniel Hawthorne)
maio 26th, 2012 § Deixe um comentário
” (…) A partir daquela noite, ele se tornou um homem triste, desconfiado e estranhamente pensativo, para não dizer desesperado. No dia do sabá, quando a congregação estava cantando um salmo sagrado, uma canção pecaminosa soprava alto em sua orelha e afogava toda a melodia sagrada, impedindo-o de ouvir. Quando o pastor falava do púlpito com poder e férvida eloquência, e com a mão sobre a Bíblia aberta, explicando as verdades sagradas da nossa religião, e contando vidas santificadas e mortes triunfantes, pregando felicidades no futuro ou miséria indizível, Goodman Brown empalidecia, cheio de medo de que o telhado desabasse sobre o blasfemo grisalho e sua platéia (…)”
Nathaniel Hawthorne
maio 26th, 2012 § Deixe um comentário
Escritor importante do romantismo gótico dos Estados Unidos, Nathaniel Hawthorne foi uma figura chave no desenvolvimento da literatura norte-americana. Nascido em Salem, Massachussets, no dia 4 de julho de 1804, o autor descende de uma linhagem de puritanos, tendo entre seus antepassados um dos juízes das feiticeiras de Salem. Estudou na universidade de Bowdoin, no Maine, local que serviu para consolidar nele a vontade de ser escritor.
No começo de sua carreira, publicava diversos contos em jornais e revistas. Seu primeiro livro, uma reunião desses contos sob o título de “Twice-Told Tales”, foi bem recebido pela crítica. Além dos contos, Hawthorne escreveu quatro romances: The Scarlet Letter, The house of the Seven Gables, The Blithedale Romance e The Marble Faun.
Suas histórias apresentam forte moralismo e tematizam o peso destrutivo do pecado sobre o homem, características que possivelmente herdou de sua proximidade com o puritanismo. Também se pode notar a abordagem psicológica nos contos, aproximando o leitor da tormentosa consciência dos personagens.
Morreu em 1864, deixando inúmeros textos inacabados e anotações, além de uma vasta obra, com contos, romances, livros infantis e não ficção. Seu trabalho influenciou inúmeros escritores de seu tempo e até hoje continua servindo de inspiração. Para muitos críticos, Hawthorne está entre os melhores escritores norte-americanos de todos os tempos.
Resenha de “O homem que matou um morto”, de Amandio Sobral (Jônatas T. Barbosa)
maio 19th, 2012 § Deixe um comentário
“(…) A bebida alcoólica é um elemento quase onipresente na narrativa. O médico apresenta-se embriagado – tanto ao vivenciar os estranhos eventos quanto ao narrá-los, o que contribui, de maneira decisiva, para a hesitação do leitor em relação à existência do monstro. O próprio médico manifesta tais dúvidas, e cogita mesmo a hipótese de tudo não ter passado de uma alucinação. Mas, de modo algum, a incerteza dilui a tensão gerada pelo morto reanimado, tanto para o leitor, quanto para o próprio personagem, que se torna irreversivelmente traumatizado pela experiência. (…)”
“O homem que matou um morto” (Amandio Sobral)
maio 19th, 2012 § Deixe um comentário
“(…) Entretanto – veja o senhor o que são as coisas! –- é justamente entre nós, profissionais, que se têm dado as mais fantásticas aventuras, os casos mais sinistros, macabros, capazes de enlouquecer para sempre qualquer pessoa que não tenha in totum alma de “açougueiro do gênero humano”, como apelidou os médicos insensíveis um desses gigantes do mundo das letras… (…)”
Resenha de “The Melancholy Death of Oyster Boy and Other Stories”, de Tim Burton (Maira Alcântara)
maio 12th, 2012 § Deixe um comentário
“(…) É facilmente notável a presença de seres híbridos nos poemas, de uma maneira geral. Grande parte dos poemas trata de histórias de crianças que são apenas em parte humanas: Match Girl, Robot boy, Stain Boy, Oyster Boy, Toxic Boy, Brie Boy, Junk Girl, Char Boy. Esses personagens, cuja natureza transita entre o humano e o “não-humano”, podem ser descritos como monstruosos. (…)”
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Tim Burton
maio 12th, 2012 § Deixe um comentário
Diretor, produtor e escritor, Timothy William Burton, mais conhecido como Tim Burton ficou famoso por seu estilo único de fazer cinema, visto em produções, como Bettlejuice, Edward Scissorhands e The Nightmare Before Christmas. Nascido no dia 25 de agosto de 1958, Tim Burton teve uma infância peculiar, passando boa parte dela dentro de sua própria imaginação.
Dentre suas influências mais antigas estão Allan Poe, filmes de baixo orçamento e o trabalho do ator Vicent Price. Começa sua carreira após o colegial, estudando animação no Instituto de Artes da Califórnia e trabalhando em curtas para a Disney. Graças a sua capacidade de conciliar horror e humor, alcança seu primeiro filme de destaque: Beetlejuice. Após o destaque conseguido neste filme, não tardou para que fosse chamado a uma superprodução, dirigindo assim, o filme Batman e posteriormente sua continução Batman Returns. Com o aumento da fama e influência no mundo do cinema, arriscou uma produção pessoal intitulada Edward Scissorhands, chamando para o personagem principal o ator Johnny Depp, sendo o começo de uma longa parceria entre os dois.
Além da impressionante carreira cinematográfica, Tim Burton também arriscou-se no mundo literário, lançando em 1997 um livro de poemas infanto-juvenis intitulado de The Melancholy Death of Oyster Boy and Other Stories. Nessa obra, Burton não deixa de lado as características que tanto o marcaram como cineasta, mantendo a mesma harmonia entre o monstruoso e o cômico. Apesar da classificação do livro, não faltam histórias perturbadoras, envolvendo sexo, violência familiar e suicídio.
Resenha de “A podridão viva” de Amândio Sobral (Raphael Câmara)
maio 6th, 2012 § Deixe um comentário
“(…) Explorando os perigos da África do Sul, Ronald Tealer conduz o leitor numa expedição assustadoramente mal-sucedida, com chuvas torrenciais, mortes e desaparecimentos inexplicáveis, ataques iminentes, insetos venenosos, escassez de alimentos e doenças letais, que atinge seu ápice na irrupção de uma criatura intersticial, selvagem e mortal, capaz de suscitar a emoção do medo num grande e corajoso caçador – e também em nós, pobres leitores. “
“O medo e o terror psicológico em ‘O Iluminado’, de Stephen King” (Vansan Gonçalves)
abril 28th, 2012 § Deixe um comentário
” (…) O Iluminado, à primeira vista, não apresenta eventos inéditos ou extraordinários. Variadas obras do gênero já haviam abordado famílias em crise (aliás, um tema caro à literatura em geral), premonições (ou visões) e hotéis (ou casas) assombrados. O que faz este romance se destacar é a forma pela qual o horror, tanto sobrenatural quanto psicológico, se desenvolve, simultaneamente assustando e fascinando o leitor. As formas pelas quais o medo pode ser difundido, espalhado pela obra, fascinam o leitor. Se, na narrativa de horror tradicional pressupõe-se que haja um monstro para representar o medo, em seu romance Stephen King aproxima o monstro de cada um de nós. O leitor é “convidado” (termo proposto por King em seu ensaio Dança Macabra) a enredar-se por uma narrativa em que o monstro não é, ao contrário do que possa parecer, exclusivamente sobrenatural, mas também humano. (…)”
